Ela não sabia como vencer na vida financeira, até tomar uma atitude…

Este artigo é uma das histórias de superação financeira relatadas aqui no Poupar Fácil, para motivar você a alcançar as suas metas e objetivos. Conheça agora a história da Maria José.


como vencer na vida financeira

Maria José morava em uma edícula nos fundos de uma casa. Fazia faxina e trabalhos extras como garçonete para realizar seu sonho. Mas, infelizmente, nem tudo seguiu como ela planejava…

“Do cansaço eu podia cuidar depois. O importante era ter o dinheiro para dar a entrada na compra da minha casa própria, realizar meu sonho.”

Ainda tinha uma pessoa em sua frente para receber o pagamento pelo trabalho daquela noite. Enquanto aguardava, Maria José se sentou para tirar os sapatos e respirou aliviada ao sentir seus pés livres. Estavam inchados de tanto que ela andou. Naquele momento o cansaço tomava conta do seu corpo. Ela se sentia como se tivesse sido atropelada. Afinal, servir cem pessoas em uma festa de casamento não era mole. Ainda mais depois de uma semana cheia de faxinas. Porém, aquele dinheiro era o que faltava para complementar suas economias e começar o financiamento de uma casa popular. Um sonho que parecia impossível há algum tempo.

O começo de tudo…

Depois de guardar tudo no lugar, Maria José iria correndo para o apartamento da D. Amália, começar a segunda faxina do dia.

Para chegar lá, ela precisava tomar um ônibus de dez minutos e caminhar duas quadras. D. Amália era idosa e precisava de ajuda para manter a casa em ordem.

Maria José também fazia faxina na casa do filho dela, Dr. Almir, advogado. Essa sim era uma faxina pesada. A casa não era tão grande, mas ele tinha três crianças e dois cachorros, o que levava o dia inteiro para deixar tudo em ordem. Felizmente o pagamento compensava e ele também a ajudava com uma cesta básica mensalmente.

“Eu estava em uma fase boa, tinha serviço todo dia, menos domingo que tirava para cuidar da minha casa e descansar um pouco.”

Todos os dias ela acordava as 5hs da manhã e ia preparar o almoço. As 6hs já estava com tudo pronto, montava sua quentinha, acordava sua filha Joyce e seus três netos, tomava um café rápido e ia se arrumar para pegar o transporte às 6h30. Maria José tinha conseguido organizar suas faxinas por bairro, o que facilitava sua vida.

Joyce levava os gêmeos Maycon e Ronaldo para a escola e deixava o Josué na creche do bairro antes de ir para o Call Center onde trabalhava. Ela cuidava das crianças depois do trabalho. Os gêmeos eram seus filhos. Josué tinha dois anos e era filho da sua irmã Jocelym, que faleceu durante o parto.

Maria pensa em dar seus primeiros passos em busca do seu sonho…

Maria José, sua filha e seus três netos moravam em uma edícula nos fundos da casa de uma senhora chamada Isabela. Era bem pequena, mas o aluguel era barato. Tinha um quarto, sala, cozinha e banheiro. O tanque ficava debaixo de um cobertinho do lado de fora. As crianças dormiam no quarto, que era bem pequeno, só cabia a cama de casal que dividiam.

“Eu me virava para conseguir pagar as contas e criar três crianças. Eu arcava com a maior parte das despesas de casa.”

Ela e sua filha dormiam na sala, em um sofá-cama. E sonhavam em ter uma casa própria. Não queriam que fosse muito grande, desde que tivesse um quintal, uma boa área de serviço, um quarto maior para as crianças, um para a Joyce e um quartinho para ela mesma, afinal ela também merecia um pouco de conforto.

Maria já tinha pesquisado tudo que precisava para financiar uma casa popular, mas como não tinha carteira assinada, nem fundo de garantia, o jeito ia ser juntar um bom dinheiro para dar de entrada.

Uma possível solução surge em seu caminho…

Depois de ouvir a conversa de um jovem casal sentado em sua frente, numa das suas idas de ônibus ao trabalho, por coincidência Maria percebeu que o assunto se tratava da compra de uma casa própria.

Eles tinham acabado de sair do banco para ver o financiamento de uma casa popular e estavam pensando em abrir uma poupança para juntar dinheiro e dar entrada na compra do imóvel.

“Eu só conseguia pensar que tinha que dar um jeito de economizar para investir na poupança. Pensei que era a melhor solução e que deveria aproveitar enquanto tinha a agenda cheia.”

Assim que ela chegou no apartamento da D. Amália, começou a faxina. Dessa vez, sem conversar com sua querida patroa. Infelizmente D. Amália estava com uma virose e mal conseguia sair do quarto enquanto esperava  seu filho Almir para levá-la ao médico.

Maria se distraiu tanto pensando numa solução para os seus problemas durante a faxina, que acabou se assustando e quebrando um vaso ao perceber que o filho da D. Amália havia chegado.

Depois de uma breve conversa com Almir sobre juntar dinheiro, ela não tinha mais dúvidas de que guardar dinheiro na poupança resolveria os seus problemas em pouco tempo.

Sem saber como vencer na vida financeira e cogitando ser a melhor solução, Maria começa a investir na poupança…

Na semana seguinte ela foi ao banco levando todos os documentos necessários. Verificou que também precisaria fazer um depósito e pagar uma taxa mensal das tarifas do banco. Pois sua conta seria corrente e poupança ao mesmo tempo.

Como tinha passado a última noite cuidando da D. Amélia, Maria aproveitou o dinheiro extra que ganhou e fez o primeiro depósito de R$ 150,00. Achou que seria um bom valor por mês para depositar. Pois queria juntar pelo menos R$ 8.000 e dar de entrada no imóvel.

Como ela não tinha salário fixo, precisava ver o que ia sobrar no final do mês para conseguir colocar na poupança. Por estar com bastante trabalho, ela pensou que não seria difícil.

“Todo dia 30 depositava R$ 150,00 na poupança. Depois de quase um ano já tinha juntado um bom dinheiro e continuava em uma maré boa.”

Ela não esperava, mas uma tragédia estava prestes a acontecer…

Josué, neto de Maria, pegou uma virose na creche e transmitiu a todos em casa. Os gêmeos estavam com febre e Joyce ficaria em casa para cuidar deles. Maria estava com o corpo mole, mas tinha que ficar firme e ir trabalhar. Era dia de faxina na casa do Dr. Almir, ela não podia faltar.

Assim que entrou na casa, ela notou que o carro de Almir estava na garagem e achou estranho. Afinal, ele costumava sair bem cedo para o escritório. Era advogado e tinha uma rotina muito pesada.

O clima da casa estava estranho. Como não viu ninguém, Maria foi se trocar e começou a limpeza. Enquanto carregava um balde com água, um rodo e uma vassoura, finalmente ela encontrou o filho da D. Amália.

“Tinha semana que começava do avesso e aquela estava assim.”

Para que você tenha mais detalhes possíveis sobre a emocionante história da Maria José, decidimos dividi-la em duas partes.

Confira a continuação da história e descubra seu desfecho.

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