“Venci na vida financeira depois de tomar uma única decisão…”

Este artigo é uma das histórias de superação financeira relatadas aqui no Poupar Fácil para motivar você a alcançar as suas metas e objetivos. Veja agora a continuação da história de superação financeira do Joaquim Junior, o “Joca”.


“Cheguei em casa naquela noite bem animado. Minha esposa até estranhou meu bom humor. Após as crianças dormirem, começamos a fazer as contas de casa.”

Carolina fez alguns cálculos e a princípio achou o valor necessário muito alto. Afinal, o máximo que eles conseguiriam economizar seria R$ 120. Para economizar mais eles teriam que cortar alguma despesa com as crianças.

Joca insistiu em não cortar nenhuma despesa com os filhos, pois eles já viviam apenas com o básico. Ele não queria tirar o pouco conforto que tinham.

Depois de pensar um pouco, ele decidiu que seria melhor conversar com sua irmã, a Antônia. Fazia tempo que seu salário não aumentava. Por isso, ele achou que conseguiria aumentar pelo menos duzentos reais na remuneração, sem interferir na contabilidade do bar.

Carolina fez mais algumas contas na calculadora.

— Se economizarmos R$ 300 por mês conseguiremos abrir um novo negócio em pouco mais de quatro anos. Eu sei que você quer parar de trabalhar no bar logo. Se for difícil para você podemos pegar um empréstimo, talvez. – Sugeriu.

Prefiro investir à vista. Vamos economizar, é mais seguro. Eu até queria abrir este negócio antes, mas não quero prejudicar as crianças, nem correr o risco de não conseguir pagar um empréstimo. Vamos trabalhar com este prazo de quatro anos. Ter uma meta vai me deixar mais tranquilo. — Falou Joca.

No dia seguinte, Joca conversou com Antônia e ela concordou em aumentar os duzentos reais nas retiradas mensais. Assim que ele recebeu o primeiro pagamento, após o reajuste, abriu uma poupança. Com isso passou a economizar trezentos reais por mês.

Dois meses depois, Miguel apareceu para pagar os quinhentos reais que Joca havia emprestado para ele no ano anterior. Joca aproveitou para depositar o dinheiro na poupança. Um ano se passou e ele tinha conseguido juntar pouco mais de quatro mil reais. Faltavam mais três anos de trabalho no bar para conseguir o valor total do investimento no carrinho de caipirinha.

“Eu estava empolgado, já sabia economizar e achei que seria fácil. Mas foi muito pior do que eu poderia imaginar.”

Trabalhar com uma perspectiva real de realizar seu sonho do carrinho de caipirinha deixava Joca animado. Ainda faltavam três anos para conseguir juntar o dinheiro, mas ele estava mais relaxado e satisfeito com as suas tarefas no Bar do Joca, pois sabia que a sua missão ali estava para acabar.

Ele estava tão animado com a possibilidade que resolveu sugerir para a Antônia fazer um novo investimento no bar: a Noite da Caipirinha. Uma noite na qual venderíamos caipirinha de cachaça e vodka por um preço mais acessível para atrair uma clientela maior. Era uma forma de aumentar um pouco o lucro do bar e já começar a divulgar o produto que venderia em seu carrinho.

Antônia gostou da ideia, mas disse que precisariam investir em divulgação para dar certo. Então, fizeram um plano de divulgação que custaria mil e quinhentos reais. O bar não tinha esse dinheiro em caixa, mas Joca resolveu sacar a quantia da sua poupança, afinal, era seu interesse. Ele tinha certeza que a Noite da Caipirinha seria um sucesso e conseguiria repor o dinheiro sacado da poupança sem dificuldade.

Infelizmente, ninguém esperava uma notícia tão preocupante naquela tarde. Joca estava organizando as mesas na calçada para a primeira Noite da Caipirinha quando recebeu uma ligação no celular.

Ele atendeu pensando ser Carolina, mas era seu filho mais velho, em prantos, dizendo que Carolina havia se machucado e precisava de ajuda.

“Saí do bar desesperado, falando ao telefone com Joaquim, tentando acalmá-lo. Ouvia o choro do Arthur ao fundo. Fui correndo para casa acudir a Carolina.”

Ele ligou para sua mãe, D. Neide, no caminho e a pediu para ir pra casa ficar com as crianças. Ao chegar no portão, ele a viu se aproximando. Fez sinal de que deixaria o portão aberto e correu para ajudar sua esposa.

Carolina chorava de dor. Estava sentada no chão, sem conseguir se levantar. As crianças estavam perto dela e também choravam ao ver a mãe caída sem conseguir se mexer. Enquanto Joca se situava, D. Neide pegou as crianças pelo braço e as levou para o quarto. Quando ele notou a gravidade da situação, ligou para a emergência para pedir socorro. Assim que o socorro chegou, os paramédicos prestaram o primeiro atendimento e eles foram para o hospital. Carolina foi direcionada para a emergência e Joca ficou na sala de espera aguardando notícias.

Quase uma hora depois, o médico foi falar com Joca. A Carolina sofreu uma fratura no tornozelo direito e também cortou a perna. O médico fechou o corte com alguns pontos e imobilizou o tornozelo com uma tala. Para o alívio da família, não tinha sido tão grave, mas ela precisaria ficar de repouso absoluto por algumas semanas e depois fazer acompanhamento com fisioterapia para auxiliar na recuperação.

Quando voltamos para casa Joca respirou aliviado. Tinha sido um baita susto. Ele passou a noite em casa, cuidando de todos. Estava tão focado no bem estar da minha família que nem lembrei da primeira Noite da Caipirinha.

No dia seguinte, Antônia chegou e foi cuidar dos seus afazeres. Assim que teve uma folga, foi falar com Joca.

— Junior, a Noite da Caipirinha não foi tão bem como imaginávamos. Ainda não fiz as contas mas acho que tivemos prejuízo. Contou desanimada.

— Nossa! Estava tudo organizado. O que aconteceu para dar tão errado? Perguntou Joca, angustiado.

— O Pedro estava devagar, coitado, não conseguiu acompanhar o ritmo dos pedidos e também errou a mão algumas vezes. Vários clientes reclamaram de pedidos errados e caipirinhas ruins. Tivemos que refazer vários drinks e oferecer outros de cortesia para não deixar a clientela tão insatisfeita. Explicou Antônia.

Joca ficou muito irritado com tudo. Ele já estava treinando o Pedro, funcionário há bastante tempo e acreditou que ele fosse dar conta do recado. Apesar disso, ele reconheceu que era ele quem deveria estar à frente do bar naquela noite. Não fosse o acidente da Carolina, teria corrido tudo bem. Não adiantava chorar pelo leite derramado. Joca teria que esperar Antônia fazer as contas e ficar na torcida para o prejuízo ter sido baixo, pois ele teria que arcar com aquilo. Seria mais dinheiro para retirar da poupança.

Joca foi almoçar em casa para ver como Carolina estava e tentar esfriar um pouco a cabeça. Quando chegou, ela estava dormindo. As crianças ainda não haviam voltado da escola e D. Neide estava na cozinha terminando de preparar o almoço.

— Oi mãe, como estão as coisas por aqui? Perguntou Joca.

— Agora está tudo em ordem, meu filho. A Carolina acordou com bastante dor e tentou se levantar para me ajudar nas tarefas da casa. Tive que brigar com ela para voltar para cama. Ela só dormiu de novo depois que dei a medicação. O João conseguiu um intervalo no armazém e vai buscar as crianças na escola. Já deve estar chegando.

— Obrigada pela ajuda, mãe. A Carolina precisa ficar de repouso por pelo menos três meses. Você acha que consegue me ajudar neste período?

— Olha, meu filho, essa semana estou livre e consigo te ajudar. Tinha alguns poucos compromissos que desmarquei. Na semana que vem começa a reforma em casa e não vou conseguir ficar aqui. Acho bom você procurar alguém para ajudar a Carolina nas tarefas de casa e no cuidado com as crianças. 

— Tudo bem, mãe. Obrigada novamente. Vou voltar para o bar. As coisas não foram muito bem ontem a noite e preciso pensar no que fazer com tudo o que está acontecendo.

“Minha cabeça estava a mil. Teria que parar a poupança para poder pagar uma pessoa para ajudar em casa. Era o mínimo que podia fazer pela Carolina.”

Com certeza, pagar uma pessoa para trabalhar em casa seria mais caro que os trezentos reais Joca estava conseguindo poupar todo mês. Seu sonho de abrir um novo negócio, ter seu carrinho de caipirinhas para eventos, estava indo por água abaixo. Mas ele tinha que resolver aquela situação. Sua opção era esperar a poeira baixar e depois começar a juntar dinheiro de novo. Afinal, ele não queria desistir do seu sonho.

Os três meses seguintes passaram voando. A recuperação da Carolina estava indo muito bem. O dinheiro usado para contratar a diarista estava valendo a pena. Joca estava trabalhando dobrado. Precisou zerar a poupança para arcar com o prejuízo da Noite da Caipirinha e as demais despesas. Combinou com a Antônia de esticar o expediente às quintas-feiras para tentar aumentar o lucro e começou a fazer espetinhos durante as noites.

A situação financeira tinha estabilizado de novo, mas Joca continuava cansado e cada vez mais ausente da sua família. Ou ele continuava trabalhando naquele ritmo louco, ou recomeçava a juntar dinheiro para seus carrinhos de caipirinha.

Naquele domingo a família tinha se reunido para almoçar em casa, depois do expediente do bar. A Carolina estava melhor e D. Neide de Joca estava em casa para ajudar na cozinha.

No meio do papo após o almoço, Carolina  perguntou a Joca se ele já tinha começado a poupar de novo para comprar o carrinho de caipirinha. Joca disse que estava procurando outra solução para juntar dinheiro. Ele queria algo que criasse um compromisso maior em guardar suas economias. Queria uma espécie de poupança programada, mas até o momento não conhecia nada que pudesse ajudá-lo dessa forma.

Ao ouvir a conversa, imediatamente D. Neide de Joca se manifestou.

— Joca, o seu primo Abel contratou um título de capitalização para comprar uma moto. Não sei se é o melhor para o seu caso, mas pelo que ele falou a capitalização é uma boa opção para quem quer ter um compromisso para economizar, explicou D. Neide.

— Como assim um compromisso, D. Neide? Perguntou Carolina.

— O Abel disse que com o Título de Capitalização você estabelece um compromisso de pagar um valor mensal dentro de um período. O valor da parcela depende da quantidade de dinheiro que você quer poupar. Não pode falhar no pagamento, nem resgatar o dinheiro antes do prazo combinado. Por isso é uma boa opção para quem quer aprender a economizar. Depois do prazo combinado é só sacar o dinheiro e gastar no que for necessário.

— Parece ser bom. Junior, você ouviu isso ou vai continuar olhando o celular?

— Calma, Carol! Joca respondeu rindo.

Estou vendo na internet que tem em até sorteio de prêmios para quem paga isso em dia.

Joca verificou uma opção que parecia ser ideal para ele, com pagamento mensal de duzentos reais, que daria para juntar quase dezessete mil.

Antes de contratar, Joca se certificou de estar comprando o melhor título de capitalização para ele. Afinal, a vigência, o prazo e o valor de resgate cabiam exatamente em seu planejamento. Para aumentar as chances de ser sorteado, ele escolheu um título de uma seguradora confiável, porém, com títulos bem menos concorridos do que os que ele costumava ver na TV.

Dali pra frente ele viveu um período de muito trabalho e dedicação. Todo mês pagava os duzentos reais do Título de Capitalização e sonhava com o dia que poderia investir em seu novo negócio. Continuou cuidando do bar e dos seus afazeres. Convenceu Antônia a fazer uma nova Noite da Caipirinha e dessa vez, não tiveram imprevistos. A noite foi um sucesso. Conseguiram aumentar o lucro e colocaram o evento na agenda mensal do Bar do Joca.

Enquanto poupava, Joca fez sua caipirinha ganhar fama. Em quatro anos conseguiram atrair clientela de outros bairros e foram classificados como a Melhor Caipirinha da Cidade na avaliação de uma revista famosa. Estava tudo caminhando bem para o sucesso do seu novo negócio.

Após seis anos e alguns meses de economia, Joca resgatou todo o dinheiro poupado com o título de capitalização e investiu no seu projeto. Comprou dois carrinhos de caipirinha, todos os utensílios, investiu na divulgação, matéria prima e ainda sobrou dinheiro para deixar de reserva. Antônia, empolgada com o sucesso da nossa caipirinha, resolveu investir junto no novo negócio. Continuaram sócios no Bar do Joca e no Carrinho de Caipirinhas do Joca. Ela cuidando do bar e ele do carrinho.

“Hoje estou no primeiro evento do Carrinho de Caipirinhas do Joca. Estou muito feliz! Eu consegui! Agora vou ter mais tempo para ficar com minha família! O caminho que trilhei para conquistar meu negócio não foi fácil, mas estou realizando um sonho e tenho diante de mim uma fila enorme de pessoas esperando para beber a minha caipirinha. O meu velho pai ficaria orgulhoso.”

Quanto é possível ganhar com títulos de capitalização?