Juntar dinheiro para casar parecia impossível, mas essa noiva chegou lá… (Parte 2)

Este artigo é uma das histórias de superação financeira relatadas aqui no Poupar Fácil para motivar você a alcançar as suas metas e objetivos. Veja agora a continuação da história de superação financeira da Franciele.


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Ao perceber que seu noivo estava um pouco cabisbaixo, na volta para casa Franciele resolveu puxar conversa…

— O que está acontecendo, Joelson? Você passou o dia inteiro quieto. Normalmente você é o cara mais animado das festas e hoje você estava bem diferente.

— Você me conhece mesmo. Estou sim com um problema que está me tirando o sono. Mas deixa quieto, não quero que você se preocupe com isso.

— Acho que você deveria me contar. De repente até consigo te ajudar! E se eu não conseguir te ajudar, pelo menos você coloca essa amargura pra fora. Faz bem dividir os problemas. É sobre a nossa casa?

Ele a olhou cabisbaixo, envergonhado e respondeu:

— Sim. Consegui aprovar o financiamento do material de construção no banco, mas não tenho todo o dinheiro para pagar a entrada. Eles me deram um prazo até quarta-feira para conseguir os mil e quinhentos reais que estão faltando.

— Você conversou com mais alguém sobre isso? Perguntou.

— Falei com o Wilson. Ele até consegue me emprestar quinhentos reais, mas ainda falta mil e não sei onde posso conseguir esse dinheiro até quarta.

— Fica calmo que vamos dar um jeito nisso.

“Eu tinha o dinheiro da poupança. Podia ajuda-lo. Afinal, era nossa casa e ele já tinha comprado o terreno sem me pedir um centavo.”

Franciele contou a Joelson que tinha uma poupança e se comprometeu em sacar o dinheiro que ele precisava. Joelson ficou surpreso e a alertou sobre o risco de ficar sem o dinheiro da poupança e sem a festa, mas Franciele tinha certeza de que conseguiria juntar tudo novamente.

Eles se abraçaram e passaram o resto do dia juntos. Franciele estava feliz por terem um ao outro, mas sua cabeça estava longe, pensando que teria que recomeçar do zero, juntar todo dinheiro para o seu vestido de noiva.

“Achei que não seria tão difícil. Afinal, já tinha aprendido a economizar. Mas foi pior do que eu imaginava…”

No mês seguinte ela recomeçou sua poupança. Entretanto, ela não esperava que entraria em uma maré de azar que bagunçaria todos os seus planos.

No primeiro mês, conseguiu depositar os quarenta reais. No segundo mês, só depositou trinta. No terceiro mês, era Dia dos Namorados e comprou um presente para Joelson, não depositando nada. No quarto mês, duas clientes fixas viajaram para o exterior e Franciele não conseguiu preencher o horário, ficando sem a comissão, sem as gorjetas e sem o depósito na poupança.

Ao final de seis meses o saldo da poupança era de cento e trinta reais, menos da metade do que Franciele tinha conseguido poupar quando abriu a caderneta de poupança. Ela estava com duas contas de luz atrasadas, uma parcela do carnê do bazar em aberto e sem dinheiro para cobrir tudo isso.

Ela começou a entrar em desespero. Não entendia como tinha deixado a situação ficar daquela forma, estava triste ao pensar na possibilidade de não conseguir economizar de novo. Não queria desistir do seu vestido de casamento, nem da festa, mas não sabia mais o que fazer para conseguir poupar novamente.

“Para piorar ainda mais as coisas, alguns problemas de saúde surgiram…”

Na manhã de terça, Franciele acordou com febre alta e várias manchas na pele. Ligou para sua patroa avisou que não iria trabalhar. Pediu a ela para desmarcar com suas clientes do dia. Já havia tomado um analgésico e a febre não baixava. Na hora do almoço foi ao Posto de Saúde e foi atendida por uma jovem médica. Depois de ser examinada, Franciele foi diagnosticada com uma alergia. Então a médica perguntou se ela tinha comido algo coisa diferente nos últimos dias.

— Não Doutora. Comi as mesmas coisas que costumo comer. Nem tomei cerveja neste fim de semana.

— Você está com alguma preocupação, Franciele? Este tipo de alergia também pode ter fundo emocional.

Franciele começou a chorar na frente da médica e contou toda história para ela. A médica foi bastante compreensiva e aconselhou Franciele a não tentar resolver seus problemas sozinha. Para finalizar a consulta, ela receitou alguns remédios que poderiam ser pegos gratuitamente na farmácia do posto.

Depois de sair do consultório, Franciele passou na farmácia, pegou os remédios e voltou para casa, pensando em quem poderia ajudá-la. De repente, ela se lembrou da D. Roselena, pois era uma pessoa instruída e sempre tinha bons conselhos. No mesmo dia ela a procurou e explicou tudo o que estava acontecendo. D. Roselena pediu para que ela se acalmasse e prometeu ajudá-la assim que pensasse em uma solução.

Apesar do tempo que ainda faltava para o casamento, Franciele não podia esperar um milagre, muito menos deixar para conseguir o dinheiro do seu vestido na última hora. Ou ela aprendia a poupar ou ficaria sem seu vestido de noiva. Ela não queria desistir do seu grande sonho.

Alguns dias se passaram e, ao abrir a porta da frente do salão, Franciele avistou D. Roselena se aproximando.

— Boa tarde D. Roselena, tudo bem com a senhora?

— Boa tarde Franciele, tenho novidades. Acho que encontrei a solução para os seus problemas. Você tem um tempinho para eu te mostrar uma coisa?

— Tenho sim, a cliente das 15h cancelou. Vamos entrando.

Ela estava empolgada. As duas entraram no salão e ela foi tirando um computador da sacola. Eu nem imaginava que a D. Roselena entendia de computador. Ela tinha até um daqueles modens para conectar a internet. Depois de arrumar tudo no balcão ela ligou o computador e acessou uma página.

— Olha isso aqui, minha filha. Eu me lembrei que a minha cunhada pagou a formatura da minha sobrinha juntando dinheiro com título de capitalização. Nós conversamos e ela me passou o site onde ela contratou o dela.

— Mas como assim, D. Roselena? Eu mal sei como isso funciona. E outra, meu nome está com restrição, não vou conseguir contratar nada.

— Calma, minha querida. Pelo que ela me explicou, para contratar um título você só precisa ter um cartão de débito ou de crédito. Eles não olham essas coisas. O importante é você pagar todas as parcelas para participar dos sorteios e conseguir resgatar todo o valor atualizado ao final da vigência.

Franciele questionou a respeito do valor do pagamento e D. Roselena sugeriu que ela escolhesse um plano de R$ 40 mensais. Afinal, ela resgataria mais de R$ 3.300, conseguiria pagar o vestido e ainda sobraria dinheiro.

“Apesar de ser algo que parecia fácil, eu duvidei muito. Tinha medo de assumir compromisso com algo que eu conhecia tão pouco. Mas eu precisava tentar mais uma vez.”

Depois de entender que a maior vantagem do título era desenvolver sua disciplina financeira, já que o mesmo só permitiria que ela retirasse todo o valor acumulado se realizasse todos os pagamentos, Franciele finalmente se sentiu pronta para dar mais uma chance ao seu sonho.

— D. Isabela, a senhora vai precisar me ajudar a refazer minhas contas também. Se eu acertar as contas atrasadas acho que consigo pagar a mensalidade de sessenta reais e juntar mais um dinheiro para pagar uma festa mais simples.

— Fique tranquila, minha filha. Eu vim aqui para isso. Lembre-se é um compromisso que você vai assumir com o seu sonho e uma forma de aprender a economizar.

Franciele contou para D. Isabela quanto ganhava por mês e como fazia para controlar e pagar as suas contas. Ela lhe deu algumas dicas, fez alguns cálculos e chegaram a conclusão de que daria certo. Depois de alguns minutos fazendo uma última análise, Franciele contratou seu título de capitalização.

Dali pra frente, tudo correu bem. Ela pegou o saldo que tinha na poupança e usou para pagar as contas de luz em atraso. Ficou um mês sem ir ao bar e conseguiu o dinheiro para pagar a conta do bazar da igreja. Todo mês, no dia que recebia seu pagamento, ela ia até o caixa eletrônico tirar um extrato para ver se o débito automático do Título de Capitalização tinha dado certo. Complementava a compra de supermercado com o dinheiro das gorjetas e parou de gastar com bobeira. Todo dia agradecia pela ajuda que tinha recebido da D. Isabela.

“Não foi fácil, precisei de muita força de vontade para cumprir minha parte do acordo. Mas era minha prioridade aprender a economizar e eu estava determinada.”

Sete anos se passaram. Franciele aprendeu a poupar com a Título de Capitalização e estava prestes a realizar seu sonho. Quatro meses antes do casamento resgatou o dinheiro que estava aplicado. Conseguiu um bom desconto no valor do vestido, já que pagou tudo à vista. Sobrou o suficiente para fazer a festa no salão do sindicato. Uma festa simples, mas com tudo que ela queria: bebidas, salgados, bolo, família e amigos reunidos e um DJ para tocar suas músicas favoritas, animando os convidados.

“Olhei novamente minha imagem no espelho e sorri, um sorriso franco de realização, de vitória. Eu consegui!”

— Franciele, minha filha, vamos? Está na hora, os noivos e os convidados estão te esperando.

 

— Sim, D. Isabela, vamos. Estou pronta.

Franciele saiu do salão acompanhada por sua madrinha. Ela ficou ao seu lado até chegarem na Igreja para viver o dia mais especial da sua vida.

Quanto é possível ganhar com títulos de capitalização?